YouTube ganha sistema de legendas automáticas, a novidade cria automaticamente legendas para seus vídeos

Um sistema que cria, automaticamente, legendas para vídeos no YouTube, foi anunciado pelo Google nesta quinta-feira em um evento nos EUA. Um vídeo no YouTube (acessível pelo atalho http://tinyurl.com/yg5y4f2) mostra como funciona o recurso que, pelo menos em princípio, estará disponível apenas em 13 canais parceiros – e por questões de direitos autorais, alguns não estão disponíveis no Brasil.

É um grande primeiro passo para tornar milhões de vídeos no YouTube acessíveis às pessoas com dificuldades de audição. A tecnologia também abre os vídeos para um mercado estrangeiro mais amplo – enquanto a tecnologia insere legendas apenas em inglês, o Google oferece aos usuários a opção de utilizar seu sistema de tradução automática para ler as legendas em 51 idiomas.

A tecnologia de reconhecimento de fala que o Google usa para transformar voz em texto não é nova; ela é atualmente usada para para transcrever mensagens de voz para os usuários. Mas Ken Harrenstien, um engenheiro surdo que ajudou a desenvolver o sistema de legenda automática, disse que ela nunca foi aplicado em uma escala tão grande. “Isso é algo que eu sonho há muitos anos”, disse ele, citado pelo New York Times, falando através de um intérprete.

O YouTube já tem centenas de milhares de vídeos legendados e alguns outros sites de vídeo online, como o Hulu e AOL, também têm alguns vídeos profissionalmente criados já com legendas. Mas Harrenstien destaca que uma grande maioria de vídeos não tem legendas e a nova tecnologia do Google vai gerá-las automaticamente.

O recurso inclui canais de universidades, como Stanford, Yale, Duke, Columbia e o MIT, além da National Geographic e o próprio Google. A companhia planeja, gradativamente, expandir o número de canais que funcionarão com a tecnologia de legendas automáticas.

“As ferramentas ainda não são perfeitas, queremos ter certeza do retorno dos donos dos vídeos e dos usuários antes de estendê-las para tudo”, explica Harrenstien. “Às vezes as legendas automáticas são boas, às vezes não são grande coisa, mas é melhor do que nada se você tem problemas de audição ou não conhece a linguagem”, acrescenta.

O Google também apresentou um serviço relacionado, o “auto-timing”, que tornará mais fácil para qualquer um colocar legendas em seus vídeos: bastará criar um arquivo de texto simples. Esta ferramenta estará disponível para todos os usuários do YouTube já neste final de semana, segundo o NYT.

Fonte: Terra

Fim do MP3? Música digital vai mudar radicalmente de formato e está perto

O futuro da música digital está diretamente ligado à experiência do consumidor. Baixar MP3 para o celular, comprar discos via iTunes ou ouvir bandas por meio do MySpace são atividades que fazem parte do presente. Mas em poucos anos esse cenário irá mudar radicalmente, na opinião de Gilles Babinet, criador da Sawnd, empresa francesa que gerencia conteúdo musical.

A primeira mudança significativa já ocorre no âmbito da produção de música. As outrora poderosas gravadoras, que mantinham total controle sobre o gerenciamento de um artista, estão condenadas a desaparecer, segundo Babinet. Ou, no mínimo, devem ficar bem menores. “O tamanho não é mais uma vantagem na área da música. Selos pequenos, que atuem de uma maneira intensa na internet, vão ser bem sucedidos em um futuro próximo.”

Para ele, o grande desafio que a música digital enfrenta hoje é o de encontrar um meio de proporcionar uma experiência significativa para o usuário, seja por meio de dispositivos fixos ou móveis.

E para que isso aconteça, artistas terão que pensar no seu produto como algo muito mais amplo. “Nós vamos concordar em pagar mensalidades para ouvir música, desde que a experiência seja fascinante. Ter um empresário que entenda de internet é obrigatório”, diz Babinet, citando como exemplo a banda Black Kent, que era desconhecida e, por conta da sua atuação na internet, já conseguiu ter vídeos vistos mais de 6 milhões de vezes. “Graças à boa música, mas também graças ao bom marketing on-line.”

  • Fim do MP3

Babinet afirma que o MP3 começará a desaparecer a partir de 2010. “Isso porque se trata de um formato antigo, criado há 20 anos, com qualidade de som limitada. O MP3 funciona para download, mas o crescimento de oferta de serviços em streaming [em que não é preciso baixar o conteúdo] pode combater sua predominância.”

Em cinco, dez anos, a maioria dos usuários da Europa e dos Estados Unidos terá feito assinaturas de serviços que oferecem música. “Vídeos vão se firmar como uma nova maneira de ouvir música, especialmente por conta do crescimento de plataformas de vídeos de música em alta definição, que ainda não existem”, diz ele. “Interação das bandas com sua comunidade de fãs será o padrão”, acrescenta.

Uol Tecnologia.

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